PROFUNDO MAR AZUL no Clube Estefânia

Avisa-se a todos os interessados que a reserva para o espectáculo PROFUNDO MAR AZUL é obrigatória, uma vez que só serão realizadas sessões que preencham o numero mínimo de espectadores estabelecido pela companhia TEATRO DA SIBILA.


Depois de já ter estado em cena este ano no Teatro Taborda, PROFUNDO MAR AZUL vai agora fazer uma temporada de um mês no Clube Estefânia num acolhimento da Escola de Mulheres. A peça, do consagrado John Patrick Shanley (autor, entre outras obras, de DÚVIDA) conta a história de Danny e Roberta, dois jovens sozinhos que se encontram num bar e que tentam fazer com que essa noite seja uma possibildade de serem felizes e "normais".

> 18 Set. a 18 Out.

Quinta a Sábado às 21h30, Domingos às 16h00

> 5 a 10 euros

FEDRA


ESTREIA
10 Set a 2 de Out. ’09 > Quinta a Domingo, 21h30 > Teatro Ibérico


Texto Miguel Graça
Encenação Maria Camões
Assistência de Encenação Guilherme Macedo
Concepção Plástica e Desenho de Luz Maria Camões e Tiago Cadete
Produção Luís Barros
Interpretação Joana Castro, João de Brito, Leonor Biscaia, Mafalda Luís de Castro e Tiago Cadete.
Estreia Teatro Ibérico, 10 de Setembro 09'
Preço 5 a 10 euros

A peça passa-se em dois espaços temporais diferentes que se intercalam ao longo da acção. No primeiro, assistimos ao desenvolvimento da relação afectiva entre Teseu e Antíope, e, no segundo, mais de vinte anos depois, ao desenvolvimento do triângulo amoroso entre Fedra, Hipólito e Arícia. Baseado no célebre mito grego, o texto tem influências dos vários tratamentos que o mesmo teve em Eurípides, Séneca e Racine, apesar de, ao readaptá-lo se distancie de todos eles. É uma peça sobre o desejo e a obsessão, sobre a crueldade que nos mantém vivos. Não procura uma explicação para certos actos extremos, apenas os transporta para um presente, um presente em que nos podemos perguntar: onde estaria o mito de Fedra e Hipólito nos dias de hoje? Quem seriam e que fariam das suas vidas? Manteriam a sua grandeza primordial ou seriam apenas “normais”? É a partir destas perguntas que o texto reconstrói o mito, destruindo-o.

JOHN PATRICK SHANLEY

Nascido no Bronx em 1950, John Patrick Shanley estudou Teatro na Universidade de Nova Iorque. Cedo começou a escrever para o teatro, mas só em 1983 publicou a sua primeira peça (PROFUNDO MAR AZUL). Shanley passou rapidamente do teatro para o cinema, não só como escritor, mas também como realizador. Os momentos altos da sua carreira deram-se em 1987, quando recebeu o Oscar para Melhor Argumento Original com o filme FEITIÇO DA LUA, e em 2004, quando recebeu o Pulitzer de Teatro por DÚVIDA.
Se o tema das peças de Shanley é variado, desde o início da sua carreira que estas se mantêm como um conto metafórico de uma outra realidade que não aquela que é apresentada.

PROFUNDO MAR AZUL


REPOSIÇÃO
18 Set. a 18 Out.’09 > Quinta a Sábado às 21h30, Domingos às 16h00 > Clube Estefânia
Preço > 5 a 10 euros
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Texto John Patrick Shanley
Tradução e Dramaturgia Miguel Graça
Encenação Maria Camões
Assistência de Encenação Luís Lobão
Concepção Plástica Maria Camões e Tiago Cadete
Apoio Corporal Félix Lozano Sánchez
Desenho de Luz Alexandre Costa
Produção Luís Barros
Interpretação Carla Carreiro Mendes e Gonçalo Ruivo
Estreia Teatro Taborda, 28 de Janeiro 09'/ Clube Estefânia, 18 de Setembro 09'

Num bar, algures, dois jovens, Danny e Roberta, ao tentarem isolar-se do mundo para sossegar os seus demónios pessoais, acabam por cruzar-se e iniciar uma tentativa disforme de se seduzirem mutuamente. A sua história, e a história dessa noite, é o choque violento, físico e verbal, de dois espíritos atormentados. Será que também eles terão direito ao amor, à felicidade e aos pequenos prazeres de uma vida simples e normal? Ou será que este é um sonho reservado aos outros, um sonho destinado a morrer, tão fortuitamente como nasceu, na manhã seguinte.
Para além da adaptação de um autor consagrado, o Teatro da Sibila propôs-se o desafio de adaptar o processo de construção de um espectáculo a partir da técnica de Sanford Meisner, que centra a sua preocupação no alcance da verdade em circunstâncias imaginárias, na relação entre os actores e na forma como reagem um ao outro, não devendo estes agir, mas reagir; nem pensar, mas sentir.

LUÍS LOBÃO

Tem o curso de Interpretação da Escola Profissional de Teatro de Cascais (2004/ 2007), tendo sido vencedor do Prémio Zita Duarte em 2007.
No Teatro Experimental de Cascais participou em ALICE, A COZINHA de Arnold Wesker e D. CARLOS de teixeira de Pascoaes, todas encenadas por Carlos Avilez. Em 2007 apresentou-se no Ciclo Novos Actores do Teatro S.Luiz com TV VOCÊ, da sua autoria. É membro do Grupo Três-7-Três, onde participou em ERA UMA VEZ UM DRAGÃO de António Couto Viana e OS OLHOS DO MUNDO E A FORTUNA de John Herbert, ambas encenadas por José Henrique Neto.
Em 2008 trabalhou com Gonçalo Amorim em E NÃO SE PODE EXTERMINÁ-LO, de Karl Valentin e em 2009 foi assistente de encenação de PROFUNDO MAR AZUL de John Patrick Shanley.

FÉLIX LOZANO SANCHÉZ

Dá aulas de Movimento para Teatro no espaço SOU - Movimento e Arte.Começou os seus estudos de dança com Carmen Werner, em Madrid. Tornou-se membro da companhia Provisional Danza, onde se manteve até 1993, e foi premiado no Certâmen coreográfico de Madrid com uma bolsa para estudar no American Dance Festival .
Desde 1994 (chegada a Lisboa) até 2000, trabalhou regularmente com a Companhia Clara Andermatt. Trabalhou com Olga Roriz, Francisco Camacho, Né Barros, Paulo Ribeiro, Claudio Hochman, Lúcia Sigalho, António Feio, Adriano Luz, Ruy Otero, João Brites (teatro O Bando), Miguel Moreira (O Útero), Teatro do Mar (Sines), entre outros.
A sua formação abrange desde as artes marciais à interpretação, incluindo diversos tipos de dança contemporânea e moderna. Como coreógrafo fez: PUNTOS SUSPENSIVOS DE UNA RELACIÓN, PISCIS, PASO DOBLE PASO, MARATÓN, EM-VERGONHA-ME e VIS A VIS. Em 2009 fez também a coreografia de PROFUNDO MAR AZUL de John Patrick Shanley.

CARLA CARREIRO MENDES

Licenciada em Teatro (Formação de Actores) pela Escola Superior de Teatro e Cinema, fez também cursos com John Frey (técnica Meisner) e Filipe Crawford.
Estreou-se em 1988 com a peça ANTÓNIO MARINHEIRO de Bernardo Santareno, com encenação de Moisés Mendes para o Pedra-mó - Grupo de Teatro - com quem colaborou até 2003, interpretando textos de Federico Garcia Lorca, Almeida Garrett, e Anton Tchékhov. Desde então tem trabalhado em diversas Companhias de Teatro, nomeadamente com o Teatro da Trindade (AS LÁGRIMAS a partir de R.W. Fassbinder), o Teatro da Garagem (SEIVA OU A SOBREVIVÊNCIA DOS CACTOS de Lucília Raimundo e À PROCURA DE JÚLIO CÉSAR de Carlos J. Pessoa). No TNDMII fez CRIADAS PARA TODO O SERVIÇO (2007) e A GUERRA (2008) ambas de Carlo Goldoni, em duas encenações de José Peixoto. Em 2009 participou em PROFUNDO MAR AZUL de John Patrick Shanley, com encenação de Maria Camões.

GONÇALO RUIVO

Fez Formação de Actores, Voz e Canto, Teatro do Gesto, Técnica da Máscara, e Teatro de Rua no Espaço Evoé. Licenciado em Teatro (Formação de Actores) pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Fez também cursos com João Mota e Natália de Matos, Joana Craveiro, Teresa Vilaverde, John Frey (técnica Meisner), Vvoitek, Pepa Díaz Meco (Clown), Guti Fraga, Dimitry Bogomolov, Filipe Crawford, entre outros.
Entrou em HAMLET e CASA DE LENHA (ambas com encenação de João Mota), A BARCA DE VENEZA PARA PÁDUA (encenação de Luca Aprea), A GUERRA (encenação de José Peixoto), FIM DE PARTIDA (encenação de Edward Fao), HAMLET LIGHT (encenação de Vvoitek) e EX-QUE-LETO, de Adolf Gutkin. Participou ainda no filme HUNGRY GHOSTS, de Michael Imperioli e em várias curtas-metragens. Em 2009 participou em PERGUNTEM AOS VOSSOS GATOS E AOS VOSSOS CÃES pela Companhia Teatral do Chiado, CHUVA PASMADA de Mia Couto (encenação de Susana Cecílio) e PROFUNDO MAR AZUL de John Patrick Shanley (encenação de Maria Camões).

LEONOR BISCAIA

Tem o Curso de Interpretação da Escola Profissional de Teatro de Cascais (2006/ 2009), Em 2007 participou n' A COZINHA de Arnold Wesker, e em 2009 em MUITO BARULHO POR NADA de William Shakespeare, ambas pelo Teatro Experimental de Cascais com encenação de Carlos Avilez.

GUILHERME MACEDO

Tem o Curso de Interpretação da Escola Profissional de Teatro de Cascais (2006/ 2009). Estreia-se profissionalmente em 2008, com a peça JOÃO BOSCO - UM REBELDE SONHADOR de Maria do Céu Ricardo, tendo em 2009 participado em MUITO BARULHO POR NADA de William Shakespeare, ambas pelo Teatro Experimental de Cascais, com encenação de Carlos Avilez. Foi escolhido para integrar o elenco 2009/ 2010 do Projecto Novos Actores.

ALEXANDRE COSTA

Frequenta o 2º ano do curso de Produção da Escola Superior de Teatro e Cinema. Iniciou a sua colaboração, como técnico de luz, com o Teatro da Garagem, em 2007, com o espectáculo A MORTE DE DANTON NA GARAGEM. Em desenho de luz, trabalhou com a encenadora Maria João Miguel nos espectáculos EL REI TADINHO - NO REINO DAS CEM JANELAS, no Teatro Bocage, ENCONTROS E DESENCONTROS NO CAMPO COM O TIO VÂNIA, no Teatro da Trindade e PROFUNDO MAR AZUL, com encenação de Maria Camões, no Teatro Taborda. No presente ano assume a direccção técnica do Teatro Bocage.

TIAGO CADETE

Inicia a sua formação artística em 2001 com Xosé Blanco Gil. Participou em workshops com João Fiadeiro, Sanne Leijenaar e João Mota. Tem a Licenciatura em Teatro - Ramo Formação de Actores na Escola Superior de Teatro e Cinema (2006/ 2009).
Colaborou com o Teatro Ibérico entre 2002 e 2005, tendo participado em AUTO DA ÍNDIA, HANJO, MACBETH, A CASTRO, O AVARENTO, entre outros. Durante esse período participa nos XXIV Siglo de Oro Drama Festival em Juares /Chihuahua / Delicias – México e no XXVII Siglo de Oro Drama Festival em EI-Paso/Texas-EUA. Em 2007 participa em AGOSTO e em 2008 em ANTÍGONA, ambas com encenação de Maria do Céu Guerra no Teatro A Barraca. Também em 2008 participa em ENCONTROS E DESENCONTROS NO CAMPO COM O TIO VÂNIA, com encenação de Maria João Miguel, no Teatro da Trindade. Entre 2003 e 2009 participa como assistente de encenação em LUA DE SANGUE, AS FADAS TAMBÉM MORREM, PEÇA PARA DOIS e DELAY (performance).

MAFALDA LUÍS DE CASTRO

Tem o Curso de Interpretação da Escola Profissional de Teatro de Cascais (2006/2009).
Em 2005 participou no filme A ESCADA de Jorge Paixão da Costa e em 2007 na série O MISTÉRIO DA ESTRADA DE SINTRA, do mesmo realizador. No presente ano foi protagonista de um episódio da série CASOS DA VIDA.
Em teatro, participou em 2008 em AUTO DA ÍNDIA de Gil Vicente, e em 2009 em MUITO BARULHO POR NADA de William Shakespeare, ambas com encenação de Carlos Avilez. Foi escolhida para integrar o elenco 2009/ 2010 do Projecto Novos Actores.

JOÃO DE BRITO

Concluiu o 1°ano de Formação de Actores da Universidade Moderna e o Curso de Formação de Actores da Inimpetus. Integrou workshops orientados por Miguel Borges, João Mota, Teatro Praga e Luca Aprea, entre outros. Este ano terminou a Licenciatura em Teatro - Ramo Formação de Actores na Escola Superior de Teatro e Cinema.
Em Teatro trabalhou com Luís Zagalo, Ávila Costa, Miguel Fonseca e Paulo Lage. Em 2009, apresentou no Ciclo Novos Actores do Teatro de S.Luiz, BRILHARETES de Antonio Tarantino e participou como protagonista em LOUCOS POR AMOR de Sam Shepard, com encenação de Paulo Lage. Tem colaborado em animações históricas com as companhias Vivarte e Teatro Agita.

JOANA CASTRO

Tem o Curso de Teatro da ACT (2004/2005) e o Curso de Interpretação da Escola Profissional de Teatro de Cascais (2005/2008), tendo sido vencedora do Prémio Zita Duarte 2008.
Estreou-se profissionalmente em 2000 com FIDELIDADES de Maria do Céu Ricardo, com encenação de Miguel Abreu. Em 2008 é protagonista de O INFERNO de Bernardo Santareno, com encenação de Carlos Avilez. No mesmo ano integra o elenco do Projecto Novos Actores, tendo participado em SONHO de Arthur Shcnitzler e, em 2009, em LES PARENTS TERRIBLES de Jean Cocteau, ambas com encenação de Renato Godinho.

MIGUEL GRAÇA


Nasceu em Lisboa em 1980. Em 2002 terminou a Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo terminado a Pós-Graduação em Tradução no ano seguinte, na mesma Faculdade. Em 2004 integrou o corpo docente da Escola Profissional de Teatro de Cascais (EPTC), leccionando a cadeira de História do Teatro, primeiro, e, a partir de 2006, a de Dramaturgia. Desde 2008 que é também orientador teórico das Provas de Aptidão Profissional da EPTC. Em 2007 foi dramaturgista de A COZINHA de Arnold Wesker, em 2008 fez a adaptação e dramaturgia de O INFERNO de Bernardo Santareno (peça vencedora do prémio Bernardo Santareno na categoria Melhor Peça do Ano) e em 2009 fez também a dramaturgia e adaptação de MUITO BARULHO POR NADA de William Shakespeare, todas elas peças levadas à cena pelo Teatro Experimental de Cascais, com encenação de Carlos Avilez. Ainda em 2009 traduziu e fez a dramaturgia de PROFUNDO MAR AZUL, com encenação de Maria Camões, e escreveu GRÉCIA para o Projecto Novos Actores, com encenação de Renato Godinho.
Em 2008 publicou o livro de crónicas AO ACASO.